Projeto amplia o porte de arma para guardas municipais e vigilantes
O Projeto de Lei 302/26, apresentado pelo deputado Gilvan da Federal, propõe ampliar o direito ao porte de arma para guardas municipais e vigilantes em todo o território nacional. Além disso, a proposta reconhece oficialmente o risco permanente enfrentado por essas categorias e prevê sua inclusão no Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Atualmente, o texto está em análise na Câmara dos Deputados e ainda precisará passar pelas comissões responsáveis antes de seguir para votação.
Reconhecimento do risco permanente da atividade
De acordo com o projeto, tanto os guardas civis municipais quanto os vigilantes exercem atividades que envolvem riscos constantes à integridade física. Dessa forma, a proposta entende que o porte de arma representa um importante instrumento de defesa pessoal e de proteção coletiva.
Segundo o autor da proposta, o Estado deve garantir meios adequados para que esses profissionais possam desempenhar suas funções com maior segurança.
Como ficará o porte de arma para guardas municipais
Caso o projeto seja aprovado, o porte de arma para guardas municipais terá validade em todo o Brasil, independentemente da quantidade de habitantes do município.
O texto estabelece que:
- o porte será válido em âmbito nacional;
- os guardas poderão portar arma durante o serviço e também fora do horário de trabalho;
- o direito ao porte fora do expediente será automático em razão do exercício da função;
- eventual suspensão somente poderá ocorrer por decisão administrativa ou judicial.
Com isso, a proposta busca uniformizar as regras para todas as guardas civis municipais do país.
Regras para o porte de arma dos vigilantes
No caso dos vigilantes, o projeto determina que o porte de arma seja autorizado durante o exercício da atividade profissional.
Além disso, também será permitido portar a arma no deslocamento entre a residência e o local de trabalho, oferecendo maior proteção durante o trajeto.
Outro ponto importante é que o texto dispensa a comprovação individual da chamada “efetiva necessidade”, entendendo que o próprio exercício da profissão já caracteriza situação permanente de risco.
Quais armas poderão ser utilizadas
O Projeto de Lei 302/26 prevê autorização para utilização de diferentes equipamentos de segurança pelas categorias contempladas.
Entre eles estão:
- armas de fogo de uso permitido;
- armas de fogo de uso restrito, conforme autorização legal;
- munições compatíveis;
- equipamentos de menor potencial ofensivo.
Além disso, as armas poderão pertencer à própria instituição ou ser de propriedade particular do profissional, desde que estejam devidamente registradas conforme a legislação vigente.
Capacitação continuará sendo obrigatória
O texto também estabelece que guardas municipais e vigilantes deverão realizar treinamentos periódicos para utilização das armas de fogo.
Entretanto, a proposta determina que esses critérios sejam objetivos e não possam ser utilizados como forma de restringir o direito ao porte de arma previsto na futura legislação.
Inclusão no Sistema Único de Segurança Pública
Outro ponto importante do projeto é a inclusão dos guardas civis municipais e dos vigilantes como integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Segundo a proposta, essas categorias atuarão como auxiliares nas ações de prevenção e proteção, fortalecendo a integração entre os diversos órgãos responsáveis pela segurança pública no Brasil.
Quais são os próximos passos do projeto
Antes de se tornar lei, o Projeto de Lei 302/26 ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas seguintes comissões da Câmara dos Deputados:
- Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado;
- Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Se aprovado nas comissões e posteriormente pelo plenário da Câmara e do Senado Federal, o texto seguirá para sanção presidencial.
Conclusão
O Projeto de Lei 302/26 propõe mudanças significativas nas regras relacionadas ao porte de arma para guardas municipais e vigilantes. Entre as principais alterações estão a ampliação do direito ao porte em todo o território nacional, o reconhecimento do risco permanente da atividade e a inclusão dessas categorias no Sistema Único de Segurança Pública.
Como toda proposta legislativa, o texto ainda passará pelas etapas de tramitação no Congresso Nacional antes de uma eventual entrada em vigor.
Fonte: armasdefogopy.com
